<T->


          Viver e Aprender
          Portugus 4
          4a. srie 
          Ensino Fundamental

          Cloder Rivas Martos
          Joana D'Arque G. Aguiar

<F->
Impresso braille em quatro
partes, da 7a. edio reformulada, -- 2001, 1a. tiragem -- 2001, 
So Paulo, 2001, da Editora Saraiva
<F+>

          Quarta Parte

          Ministrio da Educao
          Instituto Benjamin Constant
          Av. Pasteur, 350/368 -- Urca
          22290-240 Rio de Janeiro 
          RJ -- Brasil
          Tel.: (0xx21) 3478-4400
          Fax: (0xx21) 3478-4444
          ~,http:www.ibc.gov.br~,
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~, 
          -- 2003 --
<P>

          Editora Saraiva

          Editor:
          Maria Tavares de Lima 
          Batista (Dalva)

          Assistente editorial:
          Claudia Renata G. Costa 

          ISBN 85-02-03489-8

          Editora Saraiva
          Av. Marqus de So 
          Vicente, 1697  
          CEP 01139-904
          Barra Funda -- So Paulo -- SP
          Tel.: PABX (0xx11) 3613-3000
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 E-mail: ~,atendprof.didatico@~
  editorasaraiva.com.br~,
<P>
<F->
                               I
Sumrio

Quarta Parte

Unidade 9

Retrato da Realidade

Texto 1: Ensaios da 
  Mocidade Alegre Atra-
  palham Sono de Morado-
  res da Regio, jornal 
  Folha de S. Paulo :::::: 308
Texto 2: Esprito carna-
  valesco, Moacyr 
  Scliar ::::::::::::::::::: 310
Estudo do texto :::::::::::: 313
Um pouco de gramtica: 
  pronomes pessoais de 
  tratamento :::::::::::::::: 315
Vamos produzir (transfor-
  mao de notcia em
  crnica) ::::::::::::::::: 328
Dilogo entre textos: No 
  Restaurante, Carlos 
  Drummond de Andrade ::::: 330
<P>
Um pouco de gramtica: 
  pronomes possessivos, 
  demonstrativos, indefi-
  nidos e interrogativos :::: 338
Vamos produzir (criao de
  notcia) ::::::::::::::::: 349
Dilogo entre textos: 
  Porcalhes Urbanos, 
  Walcyr Carrasco ::::::::: 350
Um pouco de gramtica: 
  tempos verbais :::::::::::: 358
Vamos produzir (crnica
  opinativa) ::::::::::::::: 362

Unidade 10

Histrias de Deuses e 
  Heris

Persfone, a Primavera e o
  Vero, histria da mitolo-
  gia grega recontada por 
  Heloisa Prieto :::::::::: 364
Estudo do texto :::::::::::: 369
Um pouco de gramtica:
  conjugaes verbais ::::::: 371
Vamos produzir ::::::::::::: 378
<P>
                            III
Dilogo entre textos: A
  Tapearia de Aracne, 
  lenda da Mitologia Grega
  Recontada por Ana Maria 
  Machado :::::::::::::::::: 379
Um pouco de gramtica: 
  advrbios ::::::::::::::::: 387
Vamos produzir (reescrita
  de texto) :::::::::::::::: 391
Dilogo entre textos: Ate-
  na, Histria da Mitolo-
  gia Grega Recontada por
  Heloisa Prieto :::::::::: 391
Um pouco de gramtica: 
  preposio :::::::::::::::: 401
Vamos produzir (recontagem
  de histrias) :::::::::::: 406
<F+>
<P>
<156>
<TL. P. v. apren. 4>
<T+307>
Unidade 9

Retrato da Realidade

Conte a Seus Colegas

<R+>
 O lugar onde voc mora  silencioso?
 Como voc acha que se sentem as pessoas que moram perto de lugares barulhentos?
 Que atitude  possvel tomar quanto a um estabelecimento que faz muito barulho durante a noite?
 Voc j leu uma crnica? Conte para seus colegas.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<157>
<P>
Texto 1

BARULHO   
 Ensaios da Mocidade Alegre
  atrapalham sono de moradores da
  regio

  O analista de suporte tcnico Milton Cesar Alipio diz que telefona h mais de quatro meses para o Psiu (Programa do Silncio Urbano) para reclamar do barulho dos ensaios da escola de samba Mocidade Alegre -- que fica no Bairro do Limo (zona norte) -- e que at hoje o caso no foi resolvido.
  "No dia 22 de novembro, a 
 SEMAB (Secretaria Municipal do Abastecimento) me enviou uma correspondncia dizendo que a escola foi multada, mas, no domingo seguinte, o barulho se estendeu at as 23 h", reclama.
  O leitor afirma que mora no 16 andar de um prdio que fica a 50 metros da escola. Os ensaios acontecem s quartas at as 22 h, aos sbados at as 4 h e aos domingos at as 23 h.
  "O barulho  como estar no quarto com a porta fechada e ligar um aparelho de som no ltimo volume", compara.
  Alipio informa que 50 pessoas do prdio onde mora registraram queixa no Psiu. Ele disse que telefonou mais de 20 vezes para o Psiu para reclamar.
  Ele afirma que foi informado na poca pelo coordenador do Psiu de que o servio funciona no final de semana. "Liguei e no fui atendido."

(Marivaldo Carvalho)

<R+>
(*Folha de S. Paulo*, Cotidiano, 29 jan. 2001.)
<R->

<158>
<P>
Texto 2

Esprito Carnavalesco

  Cansado, ele dormia a sono solto, quando foi bruscamente despertado pela esposa, que o sacudia violentamente. Que aconteceu, resmungou ele, ainda de olhos fechados.
  -- No posso dormir -- queixou-se ela.
  -- No pode dormir? E por qu?
  -- Por causa do barulho -- ela, irritada: -- Ser possvel que voc no oua?
  Ele prestou ateno: de fato, havia barulho. O barulho de uma escola de samba ensaiando para o Carnaval: pandeiros, tamborins... No escutara antes por causa do sono pesado. O que no era o caso da mulher. Ela exigia providncias.
  -- Mas o que quer voc que eu faa? -- perguntou ele, agora tambm irritado.
  -- Quero que voc v l e mande eles pararem com esse barulho.
  -- De jeito nenhum -- disse ele.
  -- No sou fiscal, no sou polcia. Eu no vou l.
  Virou-se para o lado, com o propsito de conciliar de novo o sono. O que a mulher no permitiria: logo estava a sacudi-lo de novo.
  Ele acendeu a luz, sentou na cama:
  -- Escute, mulher.  Carnaval, esta gente sempre ensaia no Carnaval, e no vo parar o ensaio porque voc no consegue dormir.  melhor voc colocar tampes nos ouvidos e esquecer esta histria.
  Ela comeou a chorar. Voc no me ama, dizia, entre soluos:
<159>
  -- Se voc me amasse, iria l e acabaria com a farra.
  Com um suspiro, ele levantou-se da cama, vestiu-se e saiu, sem uma palavra.
  Ela ficou  espera, imaginando que em dez ou 15 minutos a batucada cessaria.
  Mas no cessava. Pior: o marido no voltava. Passou-se meia hora, passou-se uma hora: nada. Nem sinal dele.
  E a ela ficou nervosa. Ser que tinha acontecido alguma coisa ao pobre homem? Ser que -- por causa dela -- ele tinha se metido numa briga? Teria sido assassinado? Mas neste caso, por que continuava a batucada? Ou seria aquela gente to insensvel que continuava a orgia carnavalesca mesmo depois de ter matado um homem? No agentando mais, ela vestiu-se e foi at o terreiro da escola de samba, ali perto.
  No, o marido no tinha sido agredido e muito menos assassinado. Continuava vivo, e bem vivo: no meio de uma roda, ele sambava, animadssimo.
  Ela deu meia volta e foi para casa. Convencida de que o esprito carnavalesco  imbatvel e fala mais alto do que qualquer coisa.
  O escritor Moacyr Scliar escreve s segundas-feiras, nesta coluna, um texto de fico baseado em matrias publicadas no jornal.

<R+>
(*Folha de S. Paulo*, Cotidiano, 5 fev. 2001.)
<R->

Estudo do texto

<R+>
 1. Que tipo de texto  o primeiro desta unidade, escrito por Marivaldo Carvalho? Como voc chegou a esta concluso?

 2. Identifique a manchete e os dados do lide do texto.
 a) Qual  a manchete?
 b) O que aconteceu?
 c) Quem estava envolvido?
 d) Onde aconteceu? 
 e) Quando aconteceu?
 f) Como aconteceu?
 g) Por que aconteceu?

<160>
<P>
 3. No quarto pargrafo o morador faz uma comparao. Explique-a e informe com que inteno ela foi feita.
 4. Psiu  uma sigla. Escreva o seu significado e copie outra que tenha aparecido no texto.
 5. Pesquise outras siglas e informe o seu significado.
 6. Escreva de qual publicao esse texto foi retirado.
 7. Com que inteno esse texto foi publicado?
 8. Que tipo de texto  o segundo desta unidade, escrito por Moacyr Scliar? Como voc chegou a essa concluso?
 
 9. Compare os dois textos, observando as diferenas:
 a) quanto  pontuao;
 b) quanto  linguagem utilizada;
 c) quanto  inteno do autor; 
 d) quanto  identificao das personagens;
 e) quanto ao modo como cada texto trabalha o tempo.

 10. Compare os textos, observando as semelhanas quanto ao tipo de texto e quanto ao assunto.
<R->

  A *crnica*  um tipo de texto que narra de forma simples e descontrada os acontecimentos do dia-a-dia. Pode ser humorstica, reflexiva, potica. O jornal foi o primeiro veculo de divulgao da crnica. Hoje a encontramos tambm em revistas, livros etc.

<161>
<R+>
11. Reflita sobre as informaes do quadro anterior e justifique por que o texto *Esprito carnavalesco*  uma crnica.
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
1. Leia os dois textos a seguir:
<R->

Texto 1

Dirio,
  Ontem fui convidada pelo Cludio para ir  festa da escola, no domingo.
  O Cludio disse que, se eu quiser, o seu pai pode passar em minha casa para me pegar. Hoje encontrei o Cludio na escola, mas ainda no dei a resposta. Voc acha que eu devo ir? 

Texto 2

Dirio,
  Ontem fui convidada pelo Cludio para ir  festa da escola, no domingo.
  Ele disse que, se eu quiser, o seu pai pode passar em minha casa para me pegar. 
  Hoje o encontrei na escola, mas ainda no dei a resposta.
  Voc acha que eu devo ir?
<R+>
 a) Qual dos dois textos ficou melhor escrito? Por qu?
 b) Identifique o substantivo que as palavras *ele* e *o* substituram.
 c) A palavra *minha* foi utilizada para substituir ou para acompanhar um substantivo? Indique que substantivo  esse.
 d) Qual o significado da palavra *minha* em relao ao substantivo a que ela se refere?
 e) H outra palavra no texto que transmite uma idia semelhante. Transcreva-a.
 f) Quando nos dirigimos s pessoas, usamos algumas palavras que indicam a proximidade que temos com ela. Identifique no texto a palavra que indica essa relao.
<R->

<162>
  Os pronomes so palavras que substituem ou acompanham substantivos.

<R+>
 2. Observe o dilogo:
 _`[{dilogo entre duas moas._`]
<R->

  A 1a. moa diz: 
  Primeira: -- *Eu* ainda no comprei a roupa pra festa. *Tu* j compraste?
  Segunda: -- *Eu* no.
  Ambas repararam numa outra moa que passa, e uma comenta:
  -- Olhe l a Carol, que metida! *Ela* nem olhou pra c.

  Agora, escreva no caderno:
<R+>
 a) o pronome que indica a pessoa que fala;
 b) o pronome que indica a pessoa com quem se fala; 
 c) o pronome que indica a pessoa de quem se fala.
<R->

  Os pronomes que se referem  pessoa que fala, com quem se fala e de quem se fala so chamados *pronomes pessoais*. So divididos em trs grupos:
<R+>
 do caso reto, 
 do caso oblquo e
 de tratamento (estes sero estudados posteriormente).
<R->

  Pronomes pessoais do caso reto
<R+>
 1a. pessoa do singular: eu
 2a. pessoa do singular: tu
 3a. pessoa do singular: ele/ela/voc
 1a. pessoa do plural: ns
 2a. pessoa do plural: vs
 3a. pessoa do plural: eles/elas/vocs
<R->

  Pronomes Pessoais do caso oblquo
<R+>
 me, mim, comigo
 te, ti, contigo
 se, si, o, a, lhe, consigo
 nos, conosco
 vos, convosco
 se, si, os, as, lhes, consigo 
<R->

  O pronome *voc* indica tambm a pessoa com quem se fala, porm a concordncia  feita na 3a. pessoa. Exemplo: Voc vai viajar no final de semana?

<163>
<P>
<R+>
 3. Reescreva as frases a seguir, substituindo as palavras em destaque por pronomes pessoais. Observe o exemplo e continue no caderno.
     *Aninha e Vera* so boas amigas.
     *Elas* so boas amigas.
 a) *Nelson, Joo e eu* chegamos tarde.
 b) *D. Vera e D. Lurdes* usam cabelos curtos.
 c) *D. Teresa e Sr. Alfredo* levaram as crianas ao parque. 
 d) *Bruno, Leonardo e eu* tomamos um lanche.

 4. Copie as frases completando-as com pronomes pessoais do caso reto.
 a) ''''' vou para a 5a. srie e ''''' vai para qual?
 b) ''''' vamos passear amanh, mas ''''', o Joo e a Maria, vo ficar estudando.
 c) ''''' ficaram tranqilas depois que ''''' chegamos da festa.
 d) ''''' ests enganado ao pensar que ''''' chegou atrasado somente ontem.

 5. Reescreva as frases a seguir, completando-as com os pronomes pessoais adequados. 
 me -- mim -- te -- ti --
  contigo -- se -- si -- 
  consigo -- nos -- conosco --
  tu -- voc
 a) Eu no ''''' esqueci de voc. 
 b) Voc vai viajar '''''?
 c) Eles nunca ''''' encontraram.
 d) Eu entrei em casa e a minha me ''''' abraou.
 e) Ns ''''' esquecemos da lio de casa.
 f) Todos vo pensar em ''''' 
 g) Tu j ''''' olhaste no espelho hoje?
 h) ''''' j se olhou no espelho? 
<P>
 6. Copie as frases, substituindo os termos destacados por um pronome oblquo adequado. Veja o exemplo e continue no caderno.
     Adorei *as suas tias*.
     Adorei-*as*.
<164>
 a) Vi *as meninas* na rua.
 b) Encontrou *o carro* amassado no supermercado.
 c) Comprei *banana* na feira ontem.

 7. Reescreva as frases a seguir de acordo com o exemplo.
     Vou comprar *as mas* na feira. 
     Vou compr-*las* na feira.
 a) Joo foi ao cinema encontrar *a namorada*.
 b) Marta foi  livraria comprar *os livros*.
 c) Vamos resolver *todos os problemas*.
<P>
 8. Continue substituindo os termos destacados, escrevendo as frases no caderno.
     As professoras entregaram *os livros* na biblioteca.
     As professoras entregaram-*nos* na biblioteca.
 a) Joo e Maria encontraram *os pais* na praa.
 b) Os anes viram *Branca de Neve*.
 c) Os pais entregaram *o presente* ao filho.

 9. Observe:
 _`[{um menino e uma menina conversam._`]
<R->

  Menina: -- A gente vai ao cinema hoje?
  Menino: -- Ns s iremos se acabarmos toda a lio.

<165>
<R+>
 a) Qual das duas crianas utilizou a linguagem mais coloquial, mais descontrada? Indique o que voc observou para res-
  ponder.
 b) Qual  o pronome que pode substituir a expresso *a gente*?
 c) Com a expresso *a gente*, o verbo  utilizado no plural ou no singular?

 10. Reescreva as frases a seguir, substituindo o pronome destacado pela expresso *a gente*. Faa as alteraes que forem necessrias.
 a) *Ns* explicamos para a classe como ser a festa junina.
 b) Sempre que *ns* estudamos juntos, temos boas notas.
 c) Amanh *ns* resolveremos todos os problemas.

 11. Leia o dilogo:
<R->

  Aluno: -- Faz tempo que a senhora d aulas?
  Professora: -- No precisa me chamar de senhora, pode me chamar de voc. Faz alguns anos.

  Por que o menino utilizou o pronome *senhora* para falar com a professora?
  Os pronomes que so utilizados quando nos dirigimos a algum so chamados *pronomes de tratamento*. 

Pronomes de tratamento

<R+>
 *Senhor (Sr./Srs.), Senhora (Sra./Sras.)* -- indicam respeito pela pessoa.
 *Voc (V.)* -- indica intimidade com a pessoa.
<166>
 *Vossa Senhoria 
  (V. S.a/V. S.as)* -- para pessoas com quem no se tem intimidade. Esse tratamento  usado normalmente na correspondncia comercial. 
 *Vossa Excelncia 
  (V. Ex.a/V. Ex.as)* -- para altas autoridades.  um tratamento utilizado na correspondncia oficial.
<R->
<p>
  Para concordar com os pronomes de tratamento, utilizamos os verbos na 3a. pessoa do singular. Exemplo: Voc vai para a escola hoje? 
  Conhea mais alguns:

<R+>
 Vossa Alteza -- V. A. -- VV. AA. -- prncipes, princesas, duques
 Vossa Eminncia -- V. Em.a -- V. Em.as -- cardeais 
 Vossa Magnificncia -- V. Mag.a -- V. Mag.as -- reitores de universidades
 Vossa Majestade -- V. M. VV. MM. -- reis, imperadores 
 Vossa Meritssima -- usado por extenso -- juzes de direito
 Vossa Reverendssima -- V. Rev.ma. -- V. Rev.mas -- sacerdotes
 Vossa Santidade -- V. S. -- papa
<R->

  A forma *Vossa* antes do ttulo (Excelncia, Majestade, Santidade etc.)  utilizada quando nos dirigimos diretamente  pessoa a quem se refere o pronome. Por exemplo: Vossa Majestade deseja ch?
  A forma *Sua* antes do ttulo  utilizada quando falamos dessa pessoa a algum. Por exemplo: Manuela, Sua Majestade deseja ch. 

<R+>
12. Reescreva as frases, substituindo as palavras em destaque pelo pronome pessoal de tratamento adequado. Observe o exemplo e continue no caderno. 
     *O papa* abenoou os fiis.
     *Sua Santidade* abenoou os fiis.
 a) *A rainha* est chamando *a princesa*.
 b) *O presidente* assinou a carta.
 c) *O prefeito* resolveu os problemas do povo.
<R->

<167>
<p>
Vamos produzir

  Leia a notcia a seguir e, com seus colegas, transformem-na em uma crnica, narrativa. Pense nos detalhes que vocs podero criar. Imaginem como os caadores planejaram a caa dentro do parque, os animais sendo capturados, o momento em que eles foram pegos, a tentativa de fuga, a justificativa para a caada, o acidente com o disparo da arma dos caadores.
  Procure criar vrios detalhes para deixar a histria bem emocionante e mos  obra.

Caadores so presos no parque
  nacional da sucursal

  *Foz do Iguau* -- Em patrulhamento nas margens do Parque Nacional do Iguau, no municpio de Capito Lenidas Marques, a Polcia Florestal prendeu Jos Fortuna e o menor J. C. M., 16 anos, com diversas armas de fogo, aves abatidas e uma moto sem documentao.
  Segundo os policiais, ao fazerem patrulhamento pela regio da barra do Rio Gonalves depararam com trs pessoas, que ao avistarem os policiais empreenderam fuga, se embrenhando na mata. Em perseguio, a polcia conseguiu deter apenas dois deles, o terceiro ainda continua foragido. Durante a fuga, Jos Fortuna foi vtima de um disparo de sua prpria arma.
  Aps ser liberado pelo hospital, os detidos foram conduzidos at a delegacia de Capito Lenidas Marques e autuados em flagrante por porte ilegal de arma e dano  fauna.
  (...) 

<R+>
(*Gazeta do Paran*, Caderno do Iguau, 9 maio 2001.)
<R->

<168>
<P>
Dilogo entre textos

<R+>
 Quando voc quer fazer algo e algum no concorda, como voc se comporta? 
 Suas vontades so normalmente atendidas? Por qu? 
<R->

No Restaurante

  -- Quero lasanha.
  Aquele anteprojeto de mulher -- quatro anos no mximo, desabrochando na ultraminissaia -- entrou decidido no restaurante. No precisava de menu, no precisava de mesa, no precisava de nada. Sabia perfeitamente o que queria. Queria lasanha.
  O pai, que mal acabara de estacionar o carro em uma vaga de milagre, apareceu para dirigir a operao-jantar, que , ou era, da competncia dos senhores pais.
<169>
  -- Meu bem, venha c.
  -- Quero lasanha.
  -- Escute aqui, querida. Primeiro, escolhe-se a mesa.
  -- No, j escolhi. Lasanha.
  Que parada -- lia-se na cara do pai. Relutante, a garotinha condescendeu em sentar-se primeiro, e depois encomendar o prato:
  -- Vou querer lasanha.
  -- Filhinha, por que no pedimos camaro? Voc gosta tanto de camaro.
  -- Gosto, mas quero lasanha.
  -- Eu sei, eu sei que voc adora camaro. A gente pede uma fritada bem bacana de camaro. T?
  -- Quero lasanha, papai. No quero camaro.
  -- Vamos fazer uma coisa. Depois do camaro, a gente pede uma lasanha. Que tal?
  -- Voc come camaro e eu como lasanha.
  O garom aproximou-se, e ela foi logo instruindo: 
  -- Quero uma lasanha.
  O pai corrigiu:
  -- Traga uma fritada de camaro pra dois. Caprichada.
  A coisinha amuou. Ento no podia querer? Queriam querer em nome dela? Por que  proibido comer lasanha? Essas interrogaes tambm se liam no seu rosto, pois os lbios mantinham reserva. Quando o garom voltou com os pratos e o servio, ela atacou:
  -- Moo, tem lasanha?
  -- Perfeitamente, senhorita.
  O pai, no contra-ataque:
  -- O senhor providenciou a fritada?
  -- J, sim, doutor.
  -- De camares bem grandes?
  -- Daqueles legais, doutor. 
  -- Bem, ento me v um chinite, e pra ela... O que  que voc quer, meu anjo?
  -- Lasanha.
<170>
  -- Traz um suco de laranja pra ela.
  Com o chopinho e o suco de laranja, veio a famosa fritada de camaro, que, para surpresa do restaurante inteiro, interessado no desenrolar dos acontecimentos, no foi recusada pela senhorita. Ao contrrio papou-a, e bem. A silenciosa manducao atestava, ainda uma vez no mundo, a vitria do mais forte. 
  -- Estava uma coisa, hem? -- comentou o pai, com um sorriso bem-alimentado. -- Sbado que vem a gente repete... Combinado?
  -- Agora a lasanha, no , papai?
  -- Eu estou satisfeito. Uns camares geniais! Mas voc vai comer mesmo?
  -- Eu e voc, t?
  -- Meu amor, eu...
  -- Tem de me acompanhar, ouviu? Pede a lasanha.
  O pai baixou a cabea, chamou o garom, pediu. A, um casal, na mesa vizinha, bateu, palmas. O resto da sala acompanhou: O pai no sabia onde se meter. A garotinha, impassvel. Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem 
<P>
a, com fora total, o poder ultrajovem.

<R+>
(Carlos Drummond de Andrade, *Criana dagora  fogo*! Rio de Janeiro, Record, 1997. 
  p. 79-80.)
<R->

<R+>
 1. Pesquise os significados das expresses abaixo e escreva-os no caderno.
 a) "menu"
 b) "vaga de milagre"
 c) "Relutante, a garotinha condescendeu em sentar-se primeiro"
 d) "A coisinha amuou."
 e) "silenciosa manducao" 

 2. Que tipo de texto  esse? Justifique sua resposta.
 3. Copie o trecho em que o autor descreve a garotinha e responda qual foi a impresso que ele quis provocar com essa descrio.

<171>
<P>
 4. Releia o trecho:
<R->

  "O pai, que mal acabara de estacionar o carro em uma vaga de milagre, apareceu para dirigir a operao-jantar, que , ou era, da competncia dos senhores pais.".
<R+>
 a) Explique o que o autor quis dizer com a expresso "operao-jantar".
 b) O que significa a mudana do verbo ** para *era* no trecho acima?

 5. Localize a expresso "Que parada" no texto e justifique por que ela foi utilizada.

 6. Observe a linguagem utilizada no trecho abaixo:
<R->

  "-- Eu sei, eu sei que voc adora camaro. A gente pede uma fritada bem bacana de camaro. T?"
<R+>
 a) A palavra *t*, presente no trecho acima, pertence  linguagem coloquial (aquela mais descontrada) ou  linguagem formal (aquela que segue os padres da gramtica)? 
 b) Retire do trecho outras palavras pertencentes  mesma linguagem da palavra *t*.
 c) Por que elas foram utilizadas nesse texto?
 d) Reescreva o trecho transformando a linguagem coloquial em linguagem formal.

 7. Escreva o que achou da atitude do pai ao no atender ao pedido de lasanha da garotinha.

 8. Releia o trecho:
<R->

  "A coisinha amuou. Ento no podia querer? Queriam querer em nome dela? Por que  proibido comer lasanha? Essas interrogaes tambm se liam no seu rosto, pois os lbios mantinham reserva."
<R+>
 a) Explique a utilizao dos pontos de interrogao nesse trecho.
 b) O que voc sentiu em relao  menina no trecho acima?

 9. Explique por que todos no restaurante estavam interessados no desenrolar dos acontecimentos.
<172>
 10. O narrador, em certa altura do texto, faz o seguinte comentrio: "A silenciosa manducao atestava, ainda uma vez no mundo, a vitria do mais forte.".
     Explique o que quer dizer esse trecho.
 11. Quando a menina, mesmo depois de bem-alimentada, insiste em pedir a lasanha, por que voc acha que o pai acaba concordando? 
 12. Como se sentiu o pai no desfecho da histria? Justifique.
 13. Explique o que o autor quis dizer com a afirmao final: "Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem a, com fora total, o poder ultrajovem.".
<p>
 14. Esse texto pode ser considerado um texto de humor? Justifique.
 15. Compare os textos *No restaurante* e *Esprito carnavalesco*, observando as semelhanas quanto ao tipo de texto.
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
1. Leia a tirinha do Garfield:
 _`[{tirinha em trs quadrinhos, resumidos a seguir._`]
<R->

  Garfield d um pontap num cachorrinho, que cai na tijela do gato; Garfield exclama: -- "Ei! Saia da minha tijela!"

<R+>
(Jim Davis. *Garfield est de parabns*. So Paulo, Meribrica do Brasil, 1999. p. 4.)
<R->

<173>
  Qual foi a palavra utilizada por Garfield para indicar que a tigela lhe pertence?
<P>
<R+>
 2. Reescreva as frases colocando entre parnteses (AC) se o pronome estiver acompanhando e (SUB) se estiver substituindo o nome. Observe o exemplo e continue no caderno.
     Empreste-me *seu* agasalho, pois esqueci o *meu* em casa.
  seu: (AC)
  meu: (SUB)
 a) Esta no  a *minha* caneta;  a *sua*.
 b) *Meus* filhos no so mais novos que os *seus*.
 c) *Nossas* frias foram mais atrapalhadas que as *suas*. 
<R->

  Os *pronomes possessivos* indicam a posse de alguma coisa. So eles:
<R+>
 1a. pessoa do singular: *meu, minha, meus, minhas*
 1a. pessoa do plural: *nosso, nossa, nossos, nossas*
 2a. pessoa do singular: *teu, tua, teus, tuas*
 2a. pessoa do plural: *vosso, vossa, vossos, vossas*
 3a. pessoa do singular e plural: *seu, sua, seus, suas*
<R->
  Os pronomes possessivos tambm podem ser usados no lugar do nome, como voc viu nas frases da atividade 2.

<R+>
 3. Escolha o pronome possessivo adequado  frase e, em seguida, copie-a utilizando-o.
 a) Esses so os ''''' deveres.
  nossas -- nosso -- meus --
  nossos
 b) O problema  '''''; tu  que deves achar a soluo. 
  teus -- seu -- teu -- nosso
 c) De ''''' coisas cuido eu.
  minhas -- minha -- teu -- nossos

<174>
 4. Leia os quadrinhos a seguir:
 _`[{trs figuras, descritas a seguir._`]
<R->

  Figura 1: um homem e duas crianas; o homem diz: "Eu estava preocupado com estas crianas."
  Figura 2: um homem e uma mulher conversando; prximo  mulher, esto duas crianas. O homem diz: "Eu estava preocupado com essas crianas."
  Figura 3: o mesmo homem falando com outro. Uma mulher e duas crianas esto indo embora; por isso esto afastados deles. O homem diz: "Eu estava preocupado com aquelas crianas."

  Identifique nos quadrinhos acima as palavras utilizadas para indicar:
<R+>
 a) proximidade em relao  pessoa que fala;
 b) proximidade em relao  pessoa que ouve;
 c) afastamento em relao  pessoa que fala e  que ouve.
<R->
  Os *pronomes demonstrativos* indicam a posio dos seres em relao  pessoa que fala. So eles:
<R+>
 1a. pessoa do singular -- variveis: *este, esta*; invariveis: *isto*
 1a. pessoa do plural -- variveis: *estes, estas*; invariveis: --
 2a. pessoa do singular -- variveis: *esse, essa*; invariveis: *isso*
 2a. pessoa do plural -- variveis: *esses, essas*; invariveis: *isso*
 3a. pessoa do singular -- variveis: *aquele, aquela*; invariveis: *aquilo*
 3a. pessoa do plural -- variveis: *aqueles, aquelas*; invariveis: --

 5. Reescreva as frases no caderno, completando-as com o pronome demonstrativo adequado.
 a) ''''' agenda que est aqui  minha; ''''' que est a perto de voc  sua.
 b) ''''' nibus que passou l na esquina no passa mais por aqui;  ''''' aqui que devemos tomar.
<P>
 c) No quero ''''' brinquedo que est l, mas ''''' que est aqui.

 6. Crie frases com os pronomes *este, esse* e *aquele*.

 7. Reescreva as frases substituindo as palavras em destaque por um pronome demonstrativo invarivel.
 a) Eu estava lendo *meu jornal* quando ele chegou.
 b) Duvido que ele diga *a verdade* quando lhe perguntarem.
 c) Tu recebeste *a carta* pelo correio?

 8. Reescreva as frases colocando entre parnteses (AC) se o pronome estiver acompanhando e (SUB) se estiver substituindo o nome.
 a) *Este* lbum  o meu; o *seu*  aquele azul.
<P>
 b) *Aquele* rapaz no tem nada que ver com *esse* a do teu lado.

 9. Leia a tirinha do Garfield:
 _`[{tirinha em trs quadrinhos, descritos a seguir._`]
<R->

  Quadrinho 1: Garfield aponta para uma lngua, que est no cho, pensando: "Essa  a lngua do Odie."
  Quadrinho 2: O gato observa atentamente a lngua.
  Quadrinho 3: Garfield conclui: "Isso quer dizer que ele est em casa, em algum lugar."

<R+>
(Jim Davis. *Galfield est de parabns*. So Paulo, Meribrica do Brasil, 1999. 
  p. 36.)
<R->

  Que idia passa a palavra *algum* presente no quadrinho?

<176>
  O pronome indefinido refere-se  3a. pessoa de modo vago e impreciso.
  Conhea outros pronomes indefinidos:
<R+>
 Variveis: algum, alguma, alguns, algumas, outro, outra, outros, outras, muito, muita, muitos, muitas -- podem substituir ou acompanhar os nomes
 Invariveis: algum, ningum, 
  tudo, algo -- substituem os nomes
<R->

<R+>
10. Leia mais uma tirinha do Garfield:
 _`[{tirinha em trs quadrinhos, descritos a seguir._`]
<R->

  Quadrinho 1: um homem sentado numa poltrona diz: "No adianta, Garfield... No vou me mexer desta poltrona."
  Quadrinho 2: Garfield responde: "timo!" e d idia de que vai se afastar.
  Quadrinho 3: o homem levanta e diz: "Ei, qual  o seu plano?" 
<P>
Garfield aproveita e pula na poltrona.

<R+>
(Jim Davis. *Garfield est de parabns*. So Paulo, Meribrica do Brasil, 1999. p. 5.)
<R->

  O pronome *qual* foi utilizado para afirmar ou interrogar?
  So *pronomes interrogativos*: qual, quais, que, quem, quanto, quanta, quantos, quantas.

<R+>
 11. Copie as frases completando-as com pronomes interrogativos.
 a) '''''  voc?
 b) ''''' vieram  aula hoje? 
 c) ''''' foram os escolhidos para o passeio?
 d) ''''' voc quer gastar no presente do Jlio?
 e) ''''' voc acha do Gilmar, Rose?
 f) ''''' alunos trouxeram a lio feita?

<177>
<P>
 12. Leia o poema a seguir:

Os meus errinhos

 Est bem, *eu* confesso que errei.
 *Eu* errei, est bem, *me* d zero!
 *Me* d bronca, castigo, conselho. 
 Mas *eu* tenho o direito de errar.

 S o que *eu* peo  que saibam
 que *eu* necessito errar.
 Se *eu* no errar vez por outra,
 como  que *eu* vou aprender
 como se faz pra acertar?

 Pais, professores, adultos
 tambm j erraram  vontade,
 j fizeram sujeira e borro.
 Ou vai dizer que a borracha
 surgiu s nesta gerao?

 Vocs, que errando aprenderam,
 ouam o que *eu* tenho a falar:
 se at hoje cometem seus erros,
 s as crianas no podem errar?

 Concordem, *eu* estou aprendendo.
 Comparem *meus* erros com os seus.
 Se j cometeram os seus erros,
 deixem-*me* agora com os *meus*!

(Pedro Bandeira. *Mais respeito, eu sou criana*! So Paulo, Moderna, 1994. p. 17. Coleo Girassol.)

<178>
 a) A quem o pronome *eu* se refere?
 b) A quem o pronome *vocs* se refere?

 13. Que sentimento o poema transmite?
 14. Reescreva o texto no caderno, passando os pronomes destacados de 1a. pessoa do singular para a 1a. pessoa do plural. Faa as alteraes necessrias.
<R->
<P>
Vamos produzir

  Na outra seo *Vamos produzir* desta unidade, criamos uma crnica a partir de uma notcia de jornal.
  Agora voc far o processo inverso.
  Vamos supor que voc  um reprter que estava almoando naquele restaurante onde se passou a histria do pai com a garotinha. Redija uma notcia informando tudo o que aconteceu naquele restaurante. Lembre-se do lide, aquelas questes bsicas que devem aparecer logo no primeiro pargrafo (O qu? Quem? Onde? Quando? Como? Por qu?).
  As informaes que no aparecem no texto devem ser inventadas por voc. Os detalhes sobre a notcia devem ser expostos nos outros pargrafos.
  No final, troque seu texto com o de um colega e leia a notcia criada por ele. Observe se no faltou nada e se h algum erro na escrita; faa observaes a lpis no prprio texto. Terminada a leitura, destroque os textos e, se necessrio, reescreva a sua notcia, considerando as observaes feitas por seu colega.

<F->
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  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Dilogo entre textos

<R+>
 Voc acha que a limpeza da cidade  da responsabilidade de todo cidado?
 O que voc faz para colaborar com a limpeza dos lugares que freqenta?
 Por que voc acha que, em certas ocasies, como nas festas em que se renem muitas pessoas nas ruas, tanta sujeira  acumulada?
<R->

<179>
<P>
Porcalhes Urbanos

  Que tal multar para valer os maus cidados que sujam So Paulo?
  Walcyr Carrasco

  Tanto riso, tanta alegria... e quanta sujeira! As folias de Momo parecem ser pretexto para transformar a cidade em uma montanha de lixo. Parece at que a alegria d o direito de atirarem nas ruas latas de cerveja e refrigerante, saquinhos, palitos e uma infinidade de itens. Como se a animao fosse  motivo para emporcalhar ainda mais a cidade.
  Essa atitude no se limita ao Carnaval. 
  Existe sempre. Em ocasies festivas, como Natal, Ano-Novo, e Carnaval, ela vai aos pncaros. 
  O estilo paulistano  usar e atirar os despojos no cho. Esse modo de ser  definido pela expresso: "...foi s...".
  -- Joguei pela janela do carro, sim. Mas foi s uma latinha de cerveja.
  -- No precisa exagerar. Foi s um mao de cigarros vazio!
  O problema  quando a expresso  utilizada por milhes de pessoas ao mesmo tempo. Durante o Carnaval,  horroroso andar em ruas e praas coalhadas de sujeira de todo tipo, acumulada por multides que "s" jogaram isso ou aquilo. Nas chuvas, bueiros entopem, a cidade vira um caos, e ningum acha que tem alguma coisa a ver com isso. Claro, a culpa no  apenas do cidado.
  Dificilmente se encontra um cesto de lixo nas esquinas. Enchentes resultam de muitos fatores: fim das vrzeas, ocupao pelo concreto do que antes era terreno permevel, falta de manuteno das bocas-de-lobo etc. Entretanto, fico irritado
<180>
quando vejo algum agir como se tudo fosse culpa de uma entidade abstrata. Crucifica-se a prefeitura, o governo, a falta de educao do povo -- como se quem fala no pertencesse ao povo! Nunca se responsabiliza a pessoa que fumou e jogou "s" uma bituca na calada, "s" um rolo de serpentina, "s" um copo de sorvete vazio. E o tempo que tudo isso leva para ser degradado pelo ambiente? Muitas vezes, dcadas e dcadas!
  Com certeza, campanhas educativas podem ajudar. A prpria Operao Belezura, da prefeita Marta Suplicy, procura criar conscincia no cidado. Pessoalmente, nunca vi criana chupar bala sem jogar o papel no cho, diante do pai ou da me. Tambm nunca vi o distinto genitor conversar, explicar que no se deve sujar a calada. No ntimo, pensam:
  -- Ora, "foi s" um papelzinho... 
   incrvel como as pessoas gostam de espetar o dedo quando se trata de criticar o prximo, mas so supercondescendentes quando se trata delas mesmas ou dos pimpolhos!
  H mais de duas dcadas, viajei pelo Texas e pelo Arizona com um casal de americanos. Surpreso, notei um saquinho pendurado no painel do carro.
  -- Que  isso?
  -- Para botar o lixo!
  Espantei-me. Confesso: para mim, lixo se atirava pela janela.
  Quando criana, passeava de carro e adorava jogar folhas de revista e ver como flutuavam no vento! No nego: tinha o instinto de porcalho. Achei exagero de americano. Soube ento que havia multas para quem emporcalhasse o asfalto. Atualmente, atirar uma lata de cerveja pela janela em territrio dos Estados Unidos equivale a multa de uns 500 dlares, rigorosamente cobrada. 
  Diante do exemplo, tendo a acreditar que campanhas educativas, por si s, no resolvem. Vale mesmo  uma boa tungada no bolso. Muita gente vai querer arrancar minha lngua -- afinal, j existem tantas taxas, impostos etc., e mais etc. e etc.! Mas, se os porcalhes fossem multados... ah, a cidade seria, sim... uma belezura!

<R+>
(Revista *Veja So Paulo*. So Paulo, Abril, 28 fev. 2001.)
<R->

<181>
<R+>
 1. Leia o texto silenciosamente e copie no caderno as palavras que voc desconhece. Procure descobrir o significado pelo contexto. Depois, consulte o dicionrio para verificar se acertou.
 2. Esse texto tambm pode ser considerado uma crnica? Justifique sua resposta.
 3. Explique o que esse texto tem de diferente dos textos *Esprito carnavalesco* e *No restaurante* quanto ao tipo de texto.
<P>
 4. A que tipo de festa o texto se refere com a expresso "folias de Momo"?
 5. Faa uma lista de festas ou situaes em que as pessoas costumam sujar a sua cidade.
 
 6. Releia o trecho abaixo:
     "O estilo paulistano  usar e atirar os despojos no cho. Esse modo de ser  definido pela expresso: $"...foi s...$""
 a) Explique o significado da expresso.
 b) Voc acha que esse "estilo"  somente paulistano? Justifique sua resposta.

<R+>
 7. Releia outro trecho:
     "-- Joguei pela janela do carro, sim. Mas foi s uma latinha de cerveja.
     -- No precisa exagerar. Foi s um mao de cigarros vazio!"
<R->
 
  Escreva por que foram utilizados os travesses acima.
<R+>
 8. A quem o autor do texto atribui a culpa pelo acmulo de lixo nas ruas?
 9. Segundo o texto, quais so os causadores das enchentes em So Paulo?
 10. Localize a expresso "entidade abstrata" no texto e explique o seu significado.
 11. Qual  a opinio do autor a respeito das campanhas educativas para a conservao da cidade?
<182>
 12. Segundo o texto, como os pais agem para educar seus filhos a respeito do lixo?
 13. O texto menciona como o governo dos Estados Unidos age para evitar que as pessoas joguem lixo no asfalto. O que voc acha dessa medida?
 14. Que linguagem foi utilizada no texto? 
 15. Em dupla, pensem e escrevam possveis solues para conscientizar as pessoas a evitar sujar as cidades.
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Identifique se as frases a seguir indicam presente, pretrito ou futuro.
 a) As enchentes resultaram de muitos fatores.
 b) As enchentes resultam de muitos fatores. 
 c) As enchentes resultaro de muitos fatores.

 2. Que palavra indicou a idia de presente, pretrito ou futuro na atividade 1?

 3. Identifique o verbo de cada frase.
 a) O aluno ficou animado.
 b) As crianas sempre sujam a roupa.
 c) Hoje com certeza chover.
 d) O menino no dormia com medo de pesadelos.
 e) A luz do sol batia na janela.
 f) Ela est com medo.
<P>
 4. Considere as frases da atividade anterior e responda no caderno.
 a) Qual  o verbo que expressa um fenmeno da natureza?
 b) Quais so os verbos que indicam estado?
 c) Quais so os verbos que indicam aes?

<183>
 5. Copie as frases, completando-as com os verbos entre parnteses, observando o tempo verbal.
 a) Eu ''''' meu colega. (chamar/Presente)
 b) Tu ''''' o anncio? (ouvir/Passado)
 c) Ele ''''' bastante pela cidade. (passear/Futuro)
 d) Ns ''''' o trabalho. (fazer/Passado)
 e) Vs ''''' o bolo? (comer/Passado)
 f) Eles ''''' de trem todos os dias. (andar/Presente)
 
 6. Observando as atividades anteriores, o que  possvel concluir sobre os verbos?

 7. No caderno, construa frases para descrever as aes dos desenhos a seguir e circule os verbos.
 a) Uma menina com uma boneca na mo.
 b) Um pssaro com as asas abertas.
 c) Um cachorro com um osso na boca.
 d) Um menino, de *short*, camisa e tnis de corrida.
<R->

<184>
<R+>
 8. Reescreva as frases, completando-as com o verbo entre parnteses.
 a) Nos prximos anos eles ainda ''''' uns 10 centmetros? (crescer)
 b) Ontem as crianas ''''' muito de bicicleta. (andar) 
<p>
 c) No prximo vero, eles ''''' muito sorvete. (tomar)
 d) Os meninos ''''' pelo ptio no final do recreio. (correr)

 9. Complete as lacunas abaixo, escrevendo os verbos da atividade anterior na coluna adequada.
 pretrito: '''''
 futuro: '''''
<R->
<P>
Vamos produzir

  Quais so os maiores problemas que afligem os moradores da sua cidade? Mencione-os para o professor, que os colocar na lousa. Faam uma votao e escolham um desses assuntos para ser tema de um debate.
  Discutam, em duplas, quais so as causas desse problema, como ele afeta a populao e quais so as possveis solues para ele. Anotem as idias discutidas no caderno.
  Agora, escrevam uma crnica sobre o tema discutido. Utilizem a primeira pessoa, como fez Walcyr Carrasco no texto *Porcalhes urbanos*.
  Faam comentrios pessoais sobre o assunto e utilizem uma linguagem descontrada, coloquial.
<P>
Sugestes de leitura

  1. *Para gostar de ler*: crnicas, tica, v. 1 e 3.
  2. *Criana dagora  fogo*, Carlos Drummond de Andrade, Record.
  3. *Folha de S. Paulo*, coluna de Moacyr Scliar s segundas-feiras, no caderno Cotidiano.

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

<185>
<P>
Unidade 10

Histrias de Deuses e Heris

Conte a Seus Colegas

<R+>
 Voc conhece alguma histria que envolve vrios deuses? Caso saiba, conte-a para a classe.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<186>
Persfone, a Primavera e o
  Vero
  (histria da mitologia grega)

  Diziam os antigos gregos que, no incio dos tempos, no existiam as estaes do ano. Na Terra s havia a primavera, com suas flores, beleza e suavidade. Nessa poca andava pelo mundo uma jovem belssima chamada Persfone. Era filha de Demter, a deusa do casamento e das colheitas. Um dia, Persfone apanhava flores e cantava feliz quando foi vista pelo deus do mundo subterrneo, o terrvel Hades. Ele se apaixonou perdidamente pela jovem e a raptou, levando-a para seu mundo de escurido.
  Demter, a me, ficou desesperada. No se conformava com a perda da nica filha. Como ela era deusa das colheitas, sua tristeza e saudade fizeram os frutos das rvores secar e as flores murchar. Famintos, os homens pediram a Zeus, o deus de todo o universo, que resolvesse aquela situao.
<187>
  Zeus chamou seu filho Hermes, o mensageiro dos deuses, e lhe fez um pedido:
  -- Hermes, quero que me ajude. Demter exige que Persfone retorne. Diz que, se ela no voltar, todas as rvores do mundo morrero. Mas Hades j se casou com ela. O que podemos fazer?
  Hermes, o mais esperto dos deuses, desceu at o mundo subterrneo de Hades, a terra secreta da noite e dos mistrios. L encontrou Persfone ao lado do marido.
  -- Meu pai ordena que Persfone volte para sua me, Hades. Voc agiu incorretamente.
  -- Por qu? -- perguntou o deus da noite. -- Eu estava apaixonado, no conseguia viver sem Persfone e, com o tempo, ela tambm aprendeu a me amar! Somos felizes agora. 
  -- No se pode raptar uma jovem dessa forma. Demter sofre pela falta da filha e voc ter que me obedecer.
  --  impossvel devolv-la  Terra -- disse Hades. -- Como voc sabe, os que entram no mundo das trevas no podem comer nada aqui. Ora, Persfone j se alimentou conosco. Agora pertence ao meu mundo. Ser minha eterna amada.
  -- Hades -- insistiu Hermes --, se ela no regressar, desaparecero as rvores e os homens morrero. Isso no pode acontecer. Portanto, fao-lhe uma proposta. Persfone ficar na Terra ao lado de sua me durante oito meses por ano. Os quatro meses restantes, passar ao seu lado, no mundo da noite. 
  Hades concordou. E foi assim que surgiram as estaes. Quando Persfone est na Terra, temos a primavera e o vero. Durante o outono, Persfone se prepara para descer ao Hades, e por isso o clima se torna frio e as rvores derrubam folhas de tristeza. Durante a ausncia de Persfone, ficamos no inverno. No h sol, flores nem frutos. Mas, quando ela retorna, vem a primavera, e vemos a alegria de Demter espalhar-se por toda a natureza, enchendo nosso corao de esperana e nossos olhos de beleza.

<R+>
(Heloisa Prieto. *L vem histria outra vez*. So Paulo, Companhia das Letrinhas, 1997. p. 22-3.)
<R->
<P>
  *Heloisa Prieto* nasceu em So Paulo em 1954. Alm de escritora,  tradutora e roteirista. Suas principais obras so: *L vem histria* e a Coleo Quase Tudo o que Voc Queria Saber.

<188>
  O *mito*  uma narrativa de tradio oral que tem uma preocupao explicativa, atendendo a uma necessidade que temos de dar um sentido para as coisas, para os fenmenos que nos cercam. Ele nos revela a identidade de um povo. Todos os povos possuem seus mitos, as suas explicaes para os diferentes fenmenos e para o surgimento do Universo. O mito revela a relao do homem com o mundo por meio da narrao com a presena de seres fantsticos ou deuses.
  Os gregos eram povos politestas, ou seja, acreditavam em muitos deuses. Eles julgavam que seus deuses eram os senhores do Cu e da Terra e que habitavam o Olimpo. Por outro lado, esses deuses tinham forma humana, sentimentos, virtudes, mas tambm carregavam fraquezas.

Estudo do texto 

<R+>
 1. Leia o texto silenciosamente e escreva no caderno as palavras que voc no conhece. Tente descobrir os significados pelo contexto e confirme-os no dicionrio.
 2. A histria contada reflete a crena de qual povo? Retire o trecho que comprova a sua resposta.

 3. Localize no texto: 
 a) situao inicial
 b) incio do conflito

 4. Qual  a parte mais emocionante da histria depois que o conflito se iniciou?
 5. Explique por que os frutos das rvores secaram e as flores murcharam.
 6. Quando os frutos e as flores murcharam, os homens foram falar com Zeus e no com Demter. Por qu?
 7. Qual foi a justificativa de Hades para ter raptado Persfone? Voc achou-a convincente? Por qu?
<189>
 8. O que voc pensa da atitude de Persfone? Voc acha que ela poderia ter feito algo para se livrar de Hades? Justifique sua resposta.
 9. Encontre no texto as caractersticas de Hermes e escreva-as no caderno.
 10. As caractersticas de Hermes presentes no texto combinam com seu modo de agir? Justifique sua resposta.
 11. Hades, embora sendo um deus, deixou-se dominar por uma fraqueza. Que fraqueza foi essa?
 12. Releia as caractersticas do *mito* no quadro da pgina anterior e responda: O texto *Persfone, a primavera e o vero* 
<P>
  pode ser considerado um mito? Justifique sua resposta. 
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Copie as frases a seguir, destaque os verbos e escreva a forma como eles so encontrados no dicionrio.
 a) "Diziam os antigos gregos que, no incio dos tempos, no existiam as estaes do ano."
 b) "Nessa poca andava pelo mundo uma jovem belssima chamada Persfone."
 c) "Demter, a me, ficou desesperada."
 d) Hades agiu incorretamente.
 e) No inverno, desaparecero as rvores e as flores.
 f) O corao de Demter encheu-se de alegria.
<P>
 2. Observando a terminao dos verbos na forma encontrada no dicionrio, separe-os em trs grupos.
 a) 1a. conjugao (terminada em *-ar*) 
 b) 2a. conjugao (terminada em *-er*)
 c) 3a. conjugao (terminada em *-ir*)

 3. Recorte de revistas e jornais verbos da 1a., 2a. e 3a. conjugaes e cole-os no caderno.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<190>
 4. Compare as frases:
     Persfone *colheu* e *comeu* os frutos.
     Persfone *colhia* e *comia* os frutos.
 a) Qual das frases indica uma ao que aconteceu uma nica vez? 
<P>
 b) Qual das frases indica uma ao que se repete no passado?
<R->

  Usamos o *Pretrito Perfeito* para indicar uma ao completamente concluda. Exemplo: Zeus chamou seu filho Hermes. 
  Usamos o *Pretrito Imperfeito* para indicar uma ao habitual, contnua, que se repete. Exemplo: Zeus chamava seu filho Hermes.

<R+>
5. Copie as frases a seguir e destaque os verbos. Depois escreva 1 para a ao realizada no passado completamente concluda e 2 para a ao realizada no passado indicando uma repetio, uma ao habitual.
 a) Os meninos costumavam tomar banho no rio.
 b) As meninas brincaram na lagoa.
 c) Marina ganhou um bon de seu pai.
<P>
 d) Carla concordou com o namorado.
 e) Todas as crianas daquela escola estudavam  tarde.
 f) O sorvete sempre acabava na minha vez.
 g) O sorvete acabou na minha vez.
 h) Todos subiam nas rvores do parque.

 6. Compare as frases:
     *Irei* ao cinema.
     *Iria* ao cinema, se morasse mais perto dele.
 a) Qual das frases indica uma ao que acontecer no futuro?
 b) Qual das frases indica uma ao futura que ocorreria desde que certa condio tivesse sido atendida?
<R->

<191>
  O *Futuro do Presente* expressa uma idia que ocorrer num tempo futuro em relao ao tempo atual. Exemplo: Tenho certeza de que continuarei na escola. 
  O *Futuro do Pretrito* indica uma idia que ocorreria desde que certa condio tivesse sido atendida. Exemplo: Continuaria na escola se ela permanecesse funcionando.

<R+>
 7. Copie as frases completando-as com verbos no Futuro do Pretrito. 
 a) Se as meninas jogassem bola, os meninos ''''' o jogo.
 b) Se a estrada fosse melhor, o carro no '''''
 c) Se a janela fosse maior, o quarto ''''' mais claro.
 d) Se meus amigos fossem embora, eu ''''' ao mercado.
 e) Se a aula fosse mais tarde, ns ''''' dormir mais um pouco.
 f) Se a classe no fosse bagunceira, a professora ''''' o filme outra vez.
<P>
 8. Copie as frases completando-as com os verbos da 1a. conjugao dos tempos pedidos entre parnteses.
 a) Eu ''''' a sua ateno. (chamar/Pretrito Perfeito)
 b) Tu ''''' sempre bem. (desenhar/Pretrito Imperfeito)
 c) Ele ''''' a filha. (amar/Presente)
 d) Ns ''''' durante a pea. (cantar/Futuro do Presente)
 e) Vs ''''' a verdade. (falar/Futuro do Pretrito)
 f) Eles ''''' com a proposta. (concordar/Pretrito Perfeito)

 9. Copie as frases completando-as com os verbos da 2a. conjugao dos tempos pedidos entre parnteses.
 a) Eu ''''' sempre as roupas do varal. (recolher/Presente)
 b) Tu ''''' no meu caderno? (mexer/Pretrito Perfeito)
<P>
 c) Ele ''''' mais do que ''''' pagar. (dever e poder/Pretrito Imperfeito)
 d) Ns ''''' o forno para fazer pizza. (acender/Presente ou Pretrito Perfeito) 
 e) Vs ''''' eternamente no meu pensamento. (viver/Futuro do Presente)
 f) Se ns no dissssemos a verdade, eles ''''' de remorso. (morrer/futuro do Pretrito)

<192>
 10. Copie as frases completando-as com os verbos da 3a. conjugao dos tempos pedidos entre parnteses.
 a) Se o elevador no funcionar, ns ''''' as escadas. (subir/Futuro do Presente)
 b) Os brasileiros ''''' um governo honesto. (exigir/Presente)
 c) Eu ''''' meus problemas com voc, se eu pudesse. (dividir/Futuro do Pretrito)
<P>
 d) No tempo da inflao, os preos ''''' quase diariamente. (subir/Pretrito Imperfeito)
 e) Voc j ''''' hoje? (sorrir/Pretrito Perfeito)

 11. Identifique os verbos e diga em que tempo eles esto.
 a) Ns compraremos doces e sorvetes.
 b) Eu gosto de todos os animais.
 c) Marcelo escorregou numa casca de banana.
 d) Ela estudava bastante.
 e) Ns seramos aplaudidos. 
<R->

Vamos produzir

  Vamos imaginar que Hades no aceitasse o acordo proposto por Hermes. O que aconteceria com o mundo, o tempo, os homens?
  Escreva uma narrativa contando a reao de Demter, deusa do casamento e das colheitas, e as conseqncias para o mundo. Se desejar, coloque dilogos. Pontue seu texto adequadamente e d um ttulo para sua histria.
  No final, faa ilustraes e troque sua produo com um colega. Veja a verso que ele fez para a histria. Escreva a lpis o que achou do texto dele.
 
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  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Dilogo entre textos

<R+>
 Voc j viu trabalhos feitos em tapearia? Conhece algum que os faz?
 Em sua opinio, as pessoas que sabem fazer bem algo devem se achar convencidas por isso? Por qu?
<R->

<193>
<P>
A Tapearia de Aracne
  (lenda da mitologia grega recontada por Ana Maria Machado)

  H muito, muito tempo, na Grcia Antiga, contavam que Palas, a deusa da sabedoria (que mais tarde os romanos chamariam de Minerva), ensinava todos os segredos de fiao e tecelagem a uma moa chamada Aracne.
  Aracne era de origem humilde, mas se tornou to habilidosa com fios e tramas que at as ninfas dos bosques e dos rios vinham v-la trabalhar. No s porque os tecidos que fazia eram incomparveis, mas at porque a graa de seus movimentos tinha a beleza de uma arte, desde que puxava os chumaos de l ou cnhamo at quando fazia novelos e meadas: E, principalmente, depois, quando a linha macia e longa se convertia em belos panos num tear ou era ricamente bordada em desenhos divinos. Divinos, sim. Pois todos os que viam o trabalho de Aracne logo concluam que ela aprendera seu ofcio com Palas, e cobriam a deusa de louvores. 
  Ora, quanto mais ateno atraa, mais Aracne se ofendia com os elogios a Palas e negava qualquer mrito  deusa. At que certo dia acabou exclamando:
  -- Sou muito melhor tecel que Palas! Se ela viesse competir comigo, todos iam ver isso. E, se me vencesse, poderia fazer comigo o que quisesse.
  Antes de aceitar o desafio, a deusa se disfarou e veio visitar Aracne sob a forma de uma velha, aconselhando-a a respeitar a experincia e a sabedoria dos ancios e a reconhecer a superioridade dos deuses.
  -- Se voc se arrepender de suas palavras e pedir perdo, tenho certeza de que Palas a perdoar -- disse.
  -- Voc est  de miolo mole, sua velha. Quer dar conselho? V procurar suas netas... Eu me defendo sozinha. Palas tem medo de mim. Se no tivesse, j teria vindo me enterrar.
  A velha deixou cair o disfarce e se revelou em todo o seu esplendor.
  -- Pois Palas veio, sua tonta!
  As ninfas e todas as mulheres se prostraram diante da deusa, mas Aracne manteve seu desafio.
  Sem perder tempo, cada uma das duas foi para um canto do enorme salo, com seus novelos, meadas, fios e seu tear.
<194>
  Durante muito tempo, uma belssima tapearia foi surgindo em cada tear. Palas fez questo de ilustrar em seu bordado todas as histrias de mortais que tinham desafiado os deuses e os terrveis preos que tiveram de pagar por isso. Aracne, por outro lado, mostrou em sua tapearia os inmeros crimes que os deuses j tinham cometido, recriados com exatido e mincia de detalhes. Cada uma, ao final, rematou seu trabalho com uma preciosa moldura tecida.
  Ningum se surpreendeu com a perfeio da obra de Palas. Mas quem ficou surpresa foi a deusa, pois, por mais que procurasse o mnimo defeito na obra de Aracne, no conseguiu encontrar uma nica falha. Com raiva, bateu vrias vezes com seu basto na testa da tecel. 
  No suportando a dor, Aracne passou um fio no pescoo para se enforcar. Mas Palas teve pena e a segurou, suspensa no ar, dizendo:
  -- Voc tem m ndole e  vaidosa, mas tenho que respeitar sua arte. No admito que morra. Porm, voc e seus descendentes vivero sempre assim, suspensos o tempo todo.
  E ao partir, borrifou-lhe uma poo que fez o cabelo da moa cair, a cabea e o corpo encolherem, os dedos crescerem, e a transformou para sempre numa aranha, condenada a fabricar fio e
<P>
teia at o final dos tempos. Sempre com perfeio incomparvel.

<R+>
(Revista *Nova Escola*, So Paulo, Abril, maio 1998. 
  n.o 112.)
<R-> 

<195>
  *Sociedade grega* -- Os gregos cultivavam oliveiras, trigo e vinhedos. Seu artesanato, especialmente a cermica, tinha ampla difuso pelo Mediterrneo. O comrcio martimo era a principal atividade econmica, que impulsionava o aparecimento de padres monetrios e moeda de metal. Cada plis tinha a prpria instituio poltica, organizao social e divindade protetora. Os gregos criaram as Olimpadas, desenvolveram a narrativa mitolgica, a filosofia, a dramaturgia, a poesia, a histria, as artes plsticas e a arquitetura.
  Dedicaram-se tambm ao estudo das cincias, como astronomia, fsica, qumica, medicina, mecnica, matemtica e geometria. Na sua religio politesta, Zeus era o deus principal.

<R+>
(*Almanaque Abril*. So 
  Paulo, Abril, 2001. Adaptao.)
<R->

<R+>
 1. Leia o texto silenciosamente e combine com o grupo uma leitura dramatizada do texto. O professor poder sortear quais grupos podero se apresentar.
 2. Localize no texto a situao inicial e o incio do conflito.
 3. Podemos afirmar que Aracne era uma moa humilde? Justifique sua resposta.
 4. O texto apresenta dois sentidos para o adjetivo *divino*. Localize-os e escreva no caderno quais so eles. 
 5. Explique o que chamava a ateno das pessoas nos bordados de Aracne.
 6. Que sentimentos vieram  tona quando Aracne se rebelou contra a deusa Palas?
 7. Explique qual foi o motivo que fez a deusa Palas se disfarar de velha para visitar Aracne.
 8. Escreva o que voc achou da atitude da deusa Palas quando se disfarou.
 9. Explique o que  uma pessoa de m ndole.
<196>
 10. A deusa Palas aceitou o desafio da competio proposto por Aracne. Cada uma escolheu o que retratar por meio dos desenhos. Qual foi a inteno de cada uma com o desenho escolhido? 
 11. O que voc achou da atitude de Palas ao no deixar que Aracne morresse?
 12. Relacione o nome de Aracne com o animal em que ela se transformou.
 13. Explique por que ela foi transformada justamente em uma aranha e no em outro animal.
 14. Em sua opinio, que idias esto sendo discutidas com a criao desse mito?
 15. Compare os textos, *Persfone, a primavera e o vero* e *A tapearia de Aracne*, observando o que eles tm em comum.
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Leia o dilogo a seguir:
 _`[{duas meninas conversam._`]
<R->

  Primeira: 
  -- Voc ir  escola hoje?
  Segunda:
  -- Irei amanh.
  Primeira: 
  -- Mas ontem voc tambm faltou.
  Segunda:
  -- Eu sei. Depois explicarei para a professora.

  Transcreva as palavras que indicam idia de tempo.

<197>
  *Advrbio*  a palavra que modifica o verbo, indicando circunstncias de tempo, lugar, afirmao, dvida, negao, intensidade, modo etc.

<R+>
 2. Observe as frases a seguir:
 A menina estava triste.
 A menina estava *bem* triste.
 A menina estava *bastante* triste.
 A menina estava *mais* triste.
 A menina estava *to* triste!
<R->

  O que aconteceu  frase com a incluso das palavras destacadas? 

<R+>
 3. As palavras que foram includas se referem ao verbo ou ao adjetivo?

 4. Observe mais estas frases:
 Clara acordou cedo.
 Clara acordou *muito* cedo.
 Clara acordou *bastante* cedo.

 a) Que idia transmite a palavra *muito*?
 b) Que idia transmite a palavra *cedo*?
 c) Essas palavras so adjetivos, substantivos ou advrbios?
 d) A palavra *muito* modifica qual palavra na frase?
<R->

<R+>
 5. O que  possvel concluir sobre o advrbio?

 6. Copie as frases a seguir, destaque os advrbios e diga que circunstncias indicam. Ligue, com setas, o advrbio  palavra que ele modifica. Observe o exemplo e continue no caderno.
 _`[{a palavra que o advrbio modifica est grifada._`]
     *Sim*, pessoal, jogo na defesa.
     Sim -- Advrbio de afirmao.
<198>
 a) Talvez voc tenha razo.
 b) Gosto muito de voc. 
 c) Voc mora longe?
 d) Sempre escreverei cartas para voc.
<p>
 e) Assim mesmo, empurre devagar o carrinho e traga-o aqui.
 f) A professora falava suave-
  mente.

 7. Construa frases, usando os advrbios *atrs, sempre* e *provavelmente*.

 8. Escreva advrbios terminados em *-mente*. Veja o exemplo e continue no caderno.
 com honestidade -- honestamente
 a) com delicadeza
 b) em silncio
 c) com alegria
 d) com calma
 e) com facilidade
 f) com educao

 9. Leia as frases e depois escreva-as acrescentando advrbios. 
 a) O canrio cantava.
 b) As crianas ouviram um barulho.  
 c) O rapaz chegou. 
 d) A me respondeu ao filho.
<R->
<P>
Vamos produzir

  Reescreva o texto *A tapearia de Aracne* com o narrador em primeira pessoa. Voc poder escolher como narradora Aracne ou a deusa Palas.
  Tente passar para o seu texto todos os sentimentos que impulsionaram as aes das personagens.
  Lembre-se de que voc dever modificar pronomes e verbos para a primeira pessoa.
  No final, renam-se em grupo e leiam sua reescrita para os colegas. Prestem bastante ateno e faam uma crtica sobre o texto do colega.

<199>
Dilogo entre textos

<R+>
 Quais so os seus super-heris favoritos?
 Que caractersticas eles apresentam que fazem voc gostar deles?
<P>
 Em que tipo de histrias esses super-heris aparecem: de amor, de aventura, de mistrio? 
<R->

Atena
  (histria da mitologia grega)

  Meu nome  Atena.
  Sou a deusa da sabedoria.
  Nasci  margem do lago Tritnio, na Lbia. 
  Sou filha de Zeus, o deus do universo, e de Mtis, a deusa da prudncia. De meu pai, herdei o poder da luz e do cosmos; de minha me, recebi a fora do pensamento.
  Nasci guerreando. Meu corpo  veloz, minha lana  mgica e a mira perfeita.
  Vivo no Olimpo, o reino das nuvens, o universo eterno mas invisvel que paira em torno do mundo dos homens.
  H quem pense que desapareci. Mas, enquanto existirem crianas, enquanto os homens forem capazes de fantasiar, estarei viva, usando minhas armas e sabedoria para proteger os que tm coragem, ousadia e talento.
  Foi por admirar a fora da juventude e a pureza de esprito que resolvi ajudar Perseu, o mais nobre de todos os jovens guerreiros da antiga Grcia. Tudo comeou inesperadamente, no meio de uma festa.

O dia em que vi Pgaso nascer 

  Eu costumava observar Perseu do alto do Olimpo e acompanhar seu treinamento de guerreiro. Ele era jovem, veloz, esperto, mas gostava de tentar fazer coisas alm de suas foras.
<200>
  Convidado para jantar na casa do rei, Perseu decidiu que precisava impression-lo. E declarou, diante de todos os convidados, que arriscaria a vida para matar Medusa, minha monstruosa inimiga, a criatura gigantesca que destrua todos os que se atrevessem a entrar em seu esconderijo nas cavernas.
  Medusa era o nome de uma das trs cabeas das grgonas que habitavam o corpo de um enorme drago. Suas patas mortais eram de bronze, e as pequenas asas, de ouro. Seu olhar era to poderoso que transformava homens em esttuas de pedra. Para venc-la seria necessria muita fora, agilidade e toda a proteo do Mundo.
  Quando me contaram que Perseu havia se oferecido para enfrentar a fera, admirei sua coragem e resolvi ajud-lo. Assim que a luta entre ambos foi marcada, tive uma idia: chamei  minha presena Hermes, meu irmo, o mensageiro dos deuses, e juntos nos revelamos a Perseu. Ns lhe dissemos que precisvamos estar ao seu lado durante a luta e que, caso desejasse a vitria, deveria obedecer s nossas ordens.
  Primeiro lhe pedimos que procurasse as ninfas, as jovens mgicas dos lagos e rios, pois elas o amavam e fabricariam uma arma especial para ele. Perseu obedeceu, e das lindas ninfas ganhou sandlias aladas, uma sacola mgica e um capacete que lhe conferiu o poder da invisibilidade.
  Hermes, achando que Perseu necessitava de mais uma arma, ofereceu-lhe uma lana, leve e cortante como a minha. Quanto a mim, resolvi acompanh-lo pessoalmente e lutar ao seu lado caso fosse preciso.
  No dia do combate, desci at a gruta do monstro e me escondi num canto. O lugar era repugnante. A fera exalava um cheiro horrvel, o ar estava mido e pesado, por todos os lados eu via esttuas de pedras, na verdade os corpos dos guerreiros assassinados por Medusa e suas irms.
  A entrada de Perseu foi inesquecvel. Ele rasgou os cus como uma guia. Rapidamente aplicou um golpe certeiro no monstro e cortou uma de suas cabeas. Sangue verde espalhou-se por toda a caverna, e as duas cabeas restantes comearam a urrar. Ainda voando, Perseu afastou-se e, em seguida, apontou sua lana contra a segunda cabea. Ela tambm caiu por terra. S que, quando isso aconteceu, uma das patas do monstro o atingiu e Perseu perdeu o equilbrio. Seu capacete despencou no cho e ele imediatamente se tornou visvel.
<201>
  -- Ah! Jovem atrevido! -- gritou a Medusa com sua voz grossa e tenebrosa. No ar, Perseu voava em crculos, mantendo-se de costas para o monstro. Ele sabia que, caso a fitasse nos olhos, se transformaria numa esttua. -- Agora voc no me escapa!
  Percebi que precisava entrar em cena. Lembrei-me de que tinha um escudo comigo. Gritei:
  -- Perseu! Apanhe o escudo, proteja-se!
  Recuperando as foras Perseu agarrou meu escudo no ar. Ele havia sido forjado pelas ninfas. Sua superfcie brilhava com a limpidez das guas e refletia imagens como um espelho. Empunhando-o, Perseu desafiou a fera:
  -- Olhe para mim, criatura medonha! 
  Quando ela percebeu o truque, era tarde demais. Perseu levantou o escudo na altura da cabea do monstro. Assim que Medusa olhou para a prpria imagem refletida em sua superfcie polida, sentiu o corpo todo enrijecer-se e transformar-se numa gigantesca esttua acinzentada.
  Perseu desceu ao solo e eu o amparei. Ele se recostou contra a parede e, ao seu lado, presenciei uma das mais belas cenas da minha longa vida de deusa. Do sangue verde e viscoso das horrveis grgonas saiu uma luz dourada e brilhante que aos poucos foi tomando forma. Lentamente foram surgindo os contornos de um maravilhoso cavalo alado.
<202>
  O magnfico animal aproximou-se de ns e abaixou a cabea, balanando a crina ondulante e prateada como se nos cumprimentasse. O nome Pgaso estampou-se em minha mente e eu o acariciei. Em seguida, Perseu montou no dorso do animal para que este o levasse at seu rei. Perseu prometera entregar-lhe a cabea cortada de Medusa. 
  E que espanto meu jovem amigo causaria ao mostrar aos gregos seu luminoso animal e seu novo escudo, com a face tenebrosa de Medusa eternamente marcada em sua superfcie mgica!

<R+>
(Heloisa Prieto. *Divinas aventuras* -- histrias da mitologia grega. So Paulo, Companhia das Letrinhas, 1997. p. 13 a 15.)
<R->

<R+>
 1. Leia silenciosamente o texto e escreva no caderno as palavras que voc no conhece. Troque de caderno com um colega e escreva o significado das palavras sem consultar o dicionrio. Juntos, vocs devero corrigir o que fizeram consultando o dicionrio. Verifiquem quem acertou mais palavras.
 2. Explique por que o texto est dividido em duas partes.  
 3. Observe que Palas -- do texto *A tapearia de Aracne* --  e Atena se referem  mesma deusa, a da sabedoria. Voc acha que ela mereceu o ttulo de deusa da sabedoria nos dois textos? Justifique a sua resposta.
 4. Que marcas o texto *Atena* apresenta que indicam o tipo de narrador? Transcreva um trecho do texto que comprove a sua resposta.
 5. Compare o tipo de narrador do texto *Atena* com o tipo de narrador dos textos *Persfone, a primavera e o vero* e *A tapearia de Aracne* e conclua o que mudou com relao ao efeito produzido.
<203>
<P>
 6. Quando Perseu estava em combate com Medusa, Atena precisou entrar em cena para ajud-lo, entregando-lhe um escudo. Localize no primeiro pargrafo da parte *O dia em que vi Pgaso nascer* uma informao sobre Perseu que antecipa a necessidade de ajuda de Atena.
 7. Transcreva as caractersticas de Perseu apontadas no texto. Essas caractersticas so confirmadas no decorrer da histria? Justifique sua resposta.
 8. Qual dos trs textos, *Persfone, a primavera e o vero, A tapearia de Aracne* e *Atena*, mais se aproxima dos desenhos dos super-heris da TV? Justifique sua resposta.
 9. Retire do texto as palavras utilizadas para caracterizar Medusa que reforam a sua monstruosidade e explique por que elas foram utilizadas.
 10. Explique o que representou o nascimento de Pgaso.
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Observe o texto a seguir, verifique o que est faltando e depois copie-o completando.
<R->

  H alguns animais que se fingem ''''' mortos. Em vez ''''' correr ou lutar ''''' o inimigo, eles se deitam imveis, parecendo mortos. Isso confunde muitos predadores, que preferem se alimentar ''''' animais vivos. Esse tipo ''''' comportamento ''''' gambs norte-americanos deu origem  expresso "brincar ''''' morrer". Quando atacados, eles mancam, caem e rolam ''''' cho, fecham os olhos e ficam ''''' a lngua ''''' fora --  o suficiente ''''' afugentar a maioria ''''' seus inimigos!

<R+>
(*O mundo da natureza* -- fatos incrveis. So Paulo, Melhoramentos.)
<R->

<204>
<P>
  Qual funo no texto tm as palavras que estavam faltando?
  *Preposio*  a palavra que liga duas palavras, estabelecendo entre elas uma relao. As mais comuns so: *a, aps, at, com, contra, de, desde, em, entre, para, por, sem, sob, sobre, trs*.

<R+>
 2. Copie as frases no caderno completando-as com preposies.
 a) Gosto ''''' voc.
 b) Vou ''''' So Paulo.
 c) Estudei ''''' meu amigo.
 d) Seu brinquedo est ''''' a mesa.
 e) Todo mundo anda ''''' dinheiro.
 f) V ''''' aqui, ''''' favor.
 g) Todos protestaram ''''' a injustia. 
 h) A casa fica ''''' a rvore e o lago.

 3. As preposies podem se unir a outras palavras formando um outro vocbulo. Observe:
 *ao*: preposio *a* + artigo *o*
 *aonde*: preposio *a* + advrbio *onde*
 *no*: preposio *em* + artigo *o*
 *da*: preposio *de* + artigo *a*
 *pelos*: preposio *per* + artigo *os*
 *naquele*: preposio *em* + pronome demonstrativo *aquele*
<R->

  Procure exemplos desses tipos de preposio nas frases a seguir, observe o exemplo e continue no caderno.
  Ontem ca *naquela* escada. *naquela* = *em* (preposio) + *aquela* (pronome demonstrativo)

<205>
<R+>
 a) Clara estava insensvel ao drama do pai.
 b) Naquela tarde, tudo deu certo.
 c) Quero um pedao daquele pudim.
 d) Andando pela cidade, vi muitas pessoas sozinhas.
 e) Num instante, eu fico pronta.
 f) Eu preciso deste caderno.

 4. As preposies podem indicar diferentes relaes, como posse, modo, tempo, assunto, lugar, ausncia, finalidade etc. Copie as frases abaixo completando-as com preposies e observando a indicao entre parnteses. 
 a) Eu falei ''''' mitos hoje. (assunto)
 b) Felizmente sa '''''' lugar horrvel. (lugar)
 c) O doce desapareceu ''''' poucos minutos. (tempo) 
 d) Ela sempre age ''''' delicadeza. (modo)
 e) A blusa  ''''' Carlos. (posse) 
 f) Estou ''''' dinheiro. (ausncia)
 g) A estrada passa ''''' a igreja e o cemitrio. (lugar)

 5. Agora  a sua vez de descobrir que relao as preposies indicam. Escreva no caderno.
 a) A aula hoje foi *sobre* fbulas.
 b) A casa *de* Maria foi reformada.
 c) Achei *sem* graa aquela piada.
 d) Fui ontem *ao* cinema *com* minha me.

 6. Copie as frases abaixo e d um final para elas utilizando as preposies adequadas a cada verbo. 
 a) Sempre sonhei ''''' 
 b) Nas frias passadas, 
  precisei '''''
 c) Maria duvidou ''''' 
 d) A menina pensa muito ''''' 

<206>
 7. Copie o texto abaixo completando-o com as preposies que faltam: 
<R->

A mitologia no presente

  As crenas ''''' Grcia antiga desapareceram h muito tempo. Mas continuam presentes ''''' nossa civilizao e ainda inspiram numerosos romances, filmes, peas ''''' teatro, histrias ''''' quadrinhos, desenhos animados. Mais: a mitologia grega marcou as lnguas europias, dando origem ''''' vrias palavras e expresses. Por exemplo: labirinto, ddalo, amazona, hrcules, sereia, pomo ''''' discrdia, trabalho ''''' hrcules, calcanhar-'''-
 -aquiles, presente ''''' grego, fio ''''' Ariadne, bancar o 
  cupido. 

<R+>
(Alain Quesnel e Jean Torton. *A Grcia*. Trad. Ana Maria Machado. So Paulo, tica, 1996. p. 44. Coleo Mitos e lendas.)
<R->

Vamos produzir

  Como os mitos so conhecidos at hoje pela tradio oral, que tal montarmos uma seo de recontagem dessas histrias?
  Escolha uma histria sobre um mito que lhe tenha agradado e leia-o vrias vezes a ponto de recont-lo sem o auxlio do texto. Faa um ensaio, prestando ateno a alguns detalhes na hora da apresentao:
<R+>
 postura,
 altura da voz,
 seqncia exata da histria,
 expressividade.
<R->
  Combine uma apresentao para a prpria classe e depois em grupo discutam o que poderia ser melhorado. Depois, reapresentem as melhores histrias para outras turmas da escola.

<207>
<P>
Sugestes de leitura

  1. *A Grcia*, Alain Quesnel e Jean Torton, trad. de Ana Maria Machado, Coleo Mitos e lendas, tica.
  2. *O livro ilustrado dos mitos*, Contos e lendas do mundo recontados por Neil Philip, Marco Zero. 
  3. *Divinas aventuras* -- histrias da mitologia grega, Heloisa Prieto, Companhia das Letrinhas.

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

Fim da Obra

<R+>
Programa Nacional do Livro Didtico -- PNLD 2004 
  FNDE/MEC Cdigo: 212873 Tipo: --  
<R->

<T->
<P>
<F->
HINO NACIONAL

Letra: Joaquim Osrio Duque
  Estrada
Msica: Francisco Manoel da
  Silva 

Ouviram do Ipiranga as margens
  plcidas
De um povo herico o brado
  retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios
  flgidos,
Brilhou no cu da Ptria nesse
  instante. 

Se o penhor dessa igualdade 
Conseguimos conquistar com brao
  forte,
Em teu seio,  Liberdade, 
Desafia o nosso peito a prpria
  morte! 

 Ptria amada,
Idolatrada, 
Salve! Salve! 
<p>
Brasil, um sonho intenso, um raio
  vvido
De amor e de esperana  terra
  desce, 
Se em teu formoso cu, risonho e
  lmpido,
A imagem do Cruzeiro resplande-
  ce. 

Gigante pela prpria natureza, 
s belo, s forte, impvido co-
  losso, 
E o teu futuro espelha essa gran-
  deza. 

Terra adorada, 
Entre outras mil,
s tu, Brasil, 
 Ptria amada! 

Dos filhos deste solo s me
  gentil,
Ptria amada,
Brasil! 

<P>
Deitado eternamente em bero
  esplndido,
Ao som do mar e  luz do cu
  profundo,
Fulguras,  Brasil, floro da
  Amrica,
Iluminado ao sol do Novo
  Mundo! 

Do que a terra mais garrida 
Teus risonhos, lindos campos tm
  mais flores;
"Nossos bosques tm mais vida,"
"Nossa vida" no teu seio "mais
  amores".

 Ptria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve! 

Brasil, de amor eterno seja
  smbolo
O lbaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta
  flmula
-- Paz no futuro e glria no
  passado.

Mas, se ergues da justia a clava
  forte,
Vers que um filho teu no foge 
  luta,
Nem teme, quem te adora, a pr-
  pria morte.

Terra adorada,
Entre outras mil,
s tu, Brasil,
 Ptria amada!

Dos filhos deste solo s me
  gentil,
Ptria amada,
Brasil!
<F+>

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo